quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

To ba helf-dead wasn't what I planned to be...


E agora?
Que faço eu da vida???
Meu cérebro começou a processar a informação de que eu vou ao show no sábado, mas não sei como volto. o_o
E sim, eu estou asiosa.
Acho que será uma coisa meio Good Charlotte em 2005 na minha vida, que significou tanto que não saiu do topo da minha lista de "Melhores Dias Da Minha Vida".
Sério, eu não sei o quanto me alivia saber que eu vou ver eles ao vivo, e o quanto me apavora que eu talvez chegue sem voz no serviço no dia seguinte. Ainda bem que eu fico pouco no bar, cantar bebidas assim vai ser, no mínimo, doloroso. Mas pensa bem: você não se acabaraia em um show desses?
Eu sempre me acabo.
Seja Fall Out Boy, Simple Plan, Good Charlotte, The Offspring, o que vier. Eu acho que se eu vou pra um show, é pra aproveitar ao máximo, certo? õ_o

Ai, ai.. indo pra Starbucks avisar a Pikachu que sim, eles VÃO tocar The Taste Of Ink.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Faz parte do meu show...

Minha vida é tipo um sitcom sem graça.
Não, é sério. Eu seria o cúmulo dotédio como personagem principal, e no entanto, eu me áreço litros com o Ted Mosby de "How I Met Your Mother", que é genial. Assim, em "Friends" eu provavelmente seria a Monica. Ou a Rachel. Não sei bem.
Em Greek, eu seria o Spitter. Loser até passar do limite.
Em Supernatural eu tô mais pra Bloody Mary, mesmo. U_U
Heroes? A prima do Micah que eu esqueci o nome.
E agora tô ouvindo Cazuza e me empolgando master. O_O E eu nunca fui do tipo de que ouve música nacional, hein...



Mas é que...












Cazuza rules!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Peach, Plum, Pear

Relacionamentos são uma coisa estranha.
Na verdade, eu acho que eu nunca aprendi a lidar com pessoas, nunca fui muito boa nessa coisa que - hoje em dia e por culpa do trabalho - eu chamo de "connecting". Puxar assunto, se fazer parecer interessante e interessada no que o outro fala, desenvolver uma longa conversa agradável e coisas do tipo, nunca fizeram parte da minha lista de habilidades.
Por um longo, longo tempo, eu achei que eu tinha era preguiça de falar.
Depois eu aceitei que eu simplesmente não sou boa em me comunicar. Eu sei sorrir, eu sei ser agradável, e às vezes eu sei exatamente o que falar, mas na hora... bom, na hora eu travo.

E tudo isso é culpa das pessoas.

Eu não sei lidar com pessoas.
Eu não sei quando é o momento certo de começar uma conversa, quando é o momento de falar algo com mais docilidade, ou quando eu devo ser ríspida, e acabo agindo do jeito que eu acho melhor, e que nem sempre é o mais agradável.
Mas uma coisa que eu não faço é maltratar quem não me fez nada.
Não faço, não acho legal.
Não consigo pisar nas pessoas pra subir de cargo, não consigo ignorar uma amizade por R$0,50 a mais na minha conta bancária, não consigo ver as coisas acontecendo e não me aborrecer simplesmente porque "não é comigo". Acaba sendo por essas e outras que eu sou taxada de chata, porque eu tomo as dores dos meus amigos sim, porque eu me irrito com os outros sim.

Só que nunca é só isso. Eu não sei, nunca acreditei muito nessa coisa de inferno astral, até perceber que todo final de ano eu acabo entupida de chocotone - morram uvas passas! - e champagne, fazendo tudo pra esquecer todas as merdas que aconteceram no último mês. Em um site desses de esoterismo barato, anunciava que meu inferno astral começava no dia dois de dezembro, e só terminaria cinco de janeiro, dia do meu aniversário.
Por um lado, é bom, no dia dos meus vinte e três anos eu estarei livre das desgraças astrológicas, porém, eu odeio meu aniversário.
Odeio.
Se meu aniversário fosse no Halloween, eu odiaria o Halloween.
Nunca tive uma festa decente, nunca tive uma comemoração decente, e não vejo motivos para que exista uma. Sou bem do tipo que não sai do quarto.
Acho que, então, ultimamente eu tenho acreditado em inferno astral.
Meus amigos fora da Starbucks estão um saco, meu pulso dói como nunca, eu estou toda roxa e ainda peguei uma gripe. Minha insônia? Voltou, caso tenham sentido saudades, te garanto que não senti. Não consigo acompanhar meus seriados favoritos, caí na rua, tenho perdido o ônibus todo dia, e meu pai não pagou a internet esse mês. Não encontro um apartamento, e a umidade da parede está voltando, escutei barulhos que me fazem desconfiar que os cupins também voltaram, e sabe? Tudo isso começou depois do dia dois de dezembro.
Não, sério!
Só acontece comigo.

Fora que dia quinze tem o show que eu tô esperando desde minha adolescência (cof cof), The Used! E, como todo bom inferno astral, minha gerente me colocou pra abrir no sábado (assim dá tempo de sair e ir pro show!) e no DOMINGO. Ou seja: vou virar a noite e ir trabalhar.

Fala se inferno astral não funciona???





We speak in the store
I'm a sensitive bore
You seem markedly more
And I'm oozing suprise.

But it's late in the day
And you're well on your way
What was golden went gray
And I'm suddenly shy.

And the gathering floozies
Afford to be choosy
And all sneezing darkly
In the dimming divide.

I have read the right books
To interpret your looks
You were knocking me down
With the palm of your eye.

Peach, Plum, Pear - Straylight Run (Joanna Newson cover)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

E a vida, como anda?

Ou não anda.
Na verdade, estar trabalhando não é nem o grande problema para que a minha vida social tenha caído por um grande ralo no banheiro, o grande e real problema é que estar trabalhando me cansa. Me cansa a ponto de não me permitir sequer levantar da cama pra ir no salão de cabeleireiros fazer a sobrancelha, ou dar um jeitinho brasileiro nesse corte absurdo para que eu fique apresentável no Revéillon.
Qualquer um que me encontre na rua e me pergunte como vai o trabalho, eu digo - e digo com toda a sinceridade do mundo - que vai bem. Mas abstraio aquela pequena parte em que meu pulso está destruído, em como a dezena de hematomas que eu tenho espalhados pelo corpo são culpa do meu jeitinho desastrado, em como eu estou dormindo menos, em como minha insônia voltou...
Falando em insônia, não tinha hora pior pra que essa praga voltasse.
Não tinha.
Eu deito, eu rolo, eu não consigo dormir, eu fico jogando The Sims até me cansar... tudo porque eu não consigo pregar os olhos e descansar. E quando eu finalmente o faço, o que acontece?
Eu sonho que estou trabalhando.
É aquilo de conseguir descansar fisicamente, mas psicologicamente continuar sendo abalado.
I'm a fucking mess.

Fora isso, meus pais estão planejando as compras de Natal.
Essas festas de fim de ano são um grande problema aqui em casa. Faz uns dois, três anos que eu não passo mais o Reveillon com minha família, só o Natal, porque tem toda aquela coisa de celebrar a união e toda essa baboseira. Depois, ainda tenho que ir à missa, mesmo que eu não pise na igreja há pelo menos onze meses, no dia de Natal eu sou arrastada pra dentro da mais próxima, o que acaba com pelo menos metade das pessoas me olhando torto.
Gente, que saco! Me deixem ser preguiçosa.

E aí, bom, aí vem o aniversário do pai - Zé - e o Ano Novo.
E geralmente eu estou em algum apartamento com boa parte dos meus amigos, rindo, conversando, sendo livre e feliz, e então dá meia-noite, toda a galera se abraça e pronto.
É uma data adorável.
Só que, nesse ano, eu vou trabalhar. Eu não sei que dia, que horas, como, nem nada, mas vou. Fui sorteada pra folgar no Natal.
Nem estou tão chateada, de verdade. Acho que esse ano vamos alugar uma Limo e brincar de How I Met Your Mother, passar por festas e dar risada.

Isto é, se eu conseguir me levantar da cama...